
9.4
Trago a faca cega das palavras
e um alfabeto pobre
incapaz de traduzir
o gozo silencioso
que o teu misterioso
e alucinógeno olhar causa
ao penetrar minha pele,
provocando ebulição
no rio da minha alma.
Sigo no exercício cotidiano
de amordaçar com o éter da metáfora escrita
o pavor que tua ausência me causa.
Asfixio meu pensamento
e faço da poesia
monólogo de saudade
do teu corpo sobre o meu
















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