
2.4
Não minha doce Açucena!
Não quero falar de poesia
posto que o desejo
queima minha língua
sem metáforas
Te quero indecente
depravada
nua sem prosa
nem verso
E se tiver que ter
romance
que seja escrito em Braile
nas páginas do teu corpo
para que eu te leia
antes com a língua









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