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2.7
Minha boca faminta
devorando tua língua
minha língua sacana
tarando versos
que borbulham
nas chamas
no teu corpo
Minha língua desvairada
linguando versos
no universo de tuas coxas
em teu pescoço de lótus
em teu ventre de Vênus
entranhas que devoro
adentro
desvendo
Minha língua estúpida
quente e tarada
metáfora
Minha língua
sem nexo
teu gozo
linguagem
na palavra entremeada
urdida
tramada
fundida a ferro e fogo
minhas mãos
teu gosto
teu gozo
poemaconcreto


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